sábado, 1 de agosto de 2009

BENFICA 4 - PORTSMOUTH 0

Notícia mais evidente: a nação encarnada vive numa alegre ilusão sobre o futuro, e tem motivos para isso. É uma ilusão fundamentada, sem dúvida. O Benfica marca golos, ganha e sobretudo joga bem. Um futebol latino, construído, seguro, trabalhado. Esta noite marcou quatro golos, mas mais do que isso vulgarizou um adversário inglês.
Mesmo que o onze seja teoricamente muito ofensivo, o princípio do futebol assenta nos processos defensivos, materializados num pressing subido no campo que não deixa o adversário jogar perto da baliza encarnada. Quim, por exemplo, só foi colocado uma vez à prova durante toda a partida: num cruzamento-remate que nem chegou a criar perigo.
O resto é uma equipa subida, assente numa defesa segura, que inicia as jogadas em toques curtos, com muita mobilidade, dois jogadores bem colados à linha e liberdade para criar. O Benfica joga quase sempre um futebol simples, de toque e desmarcação, mas dá liberdade ao génio individual. Di Maria foi esta noite a face mais visível.
Ora no meio de todos estes bons sinais foi surgindo um futebol vistoso, sempre virado para a frente, capaz de criar perigo com boa cadência. E quatro golos, claro. Dois na primeira e dois na segunda. Cardozo bisou antes do intervalo, Weldon e Wilkinson marcaram depois. O que mostra como o futebol encarnado não caiu com o intervalo.
É verdade que o Portsmouth surgiu mais atrevido na segunda parte, mas passou num instante. O Benfica não deixou que durasse mais de quinze minutos. Jorge Jesus tratou de refrescar a equipa cedo, trocou os jogadores mais cansados e assegurou a força que se tornou fundamental nesta equipa: tudo começa na disposição dos atletas para correr.
Amanhã (Domingo) pelas 21h15, jogam o VSC / Benfica para decidirem o vencedor do III Troféu Cidade de Guimarães.

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